terça-feira, 8 de abril de 2014

Liberdade de Expressão

40 anos de 25 de Abril e ainda existem julgamentos de conteúdo no mínimo questionável sobre se deveria ser "julgável".

Condicionar comentários de uma comunidade? O que é que isto me lembra?

Muito feio.

terça-feira, 25 de março de 2014

A Quadratura da Sé

Surge um novo blog na cidade, mas não um blog qualquer. A Quadratura da Sé apresenta-se mais como um conceito do que propriamente um blog, um género de revista, com os mesmos quatro autores (a dita quadratura) a debitar e a aconselhar os seus leitores.
O conceito parece-me de todo interessante, e qualquer discussão (sóbria e racional) que venha ao de cima, ainda mais sobre a nossa bela cidade de Viseu merece destaque e ouvintes, no entanto, honestamente falando e perdoem-me se peco, intrigo ou mostro mesquinhez, parece-me também uma cópia mal amanhada do Eixo do Mal e com demasiado protagonismo para os quatro intervenientes.

A Graça foi a surpresa (e muitíssimo bem vinda) das municipais. Já se podia vir acompanhando através do JdC e destaque-se o intelectualismo e pertinência de discurso que brotam de uma jovem de 25 anos, e penso que por todos é já considerada como uma das "esperanças" Viseenses. O José Pedro Gomes confesso que conheço apenas de vista, que sempre associei às hostes socialistas cá do burgo, o mentor do agora Manuel Mirandez. O Gustavo tive a felicidade de o conhecer nos tempos de Liceu ainda, um verdadeiro "associativista", que confesso que de pouco ouvi falar desde que se mudou para Lisboa. O Rúben, idem idem, apaixonado pelo associativismo, envolvido em toda e qualquer actividade política, foi Presidente da Regional da JSD e ainda tive o prazer de me cruzar com ele umas tantas vezes pela boémia Coimbrã como em alguns episódios Viseenses.

aqui descrevi a repulsa que sinto a "politiqueiros", e acredito piamente que um dos motivos para que "isto não vá ao sítio" é justamente as Jotas. O Associativismo em si é de valorizar e engrandecer, enquanto ele consegue manter-se indiferente a essa classe corrupta e suja que é a política portuguesa (e assim prefiro escrever o portuguesa em minúscula, pois espelha). O problema maior é que os jovens começam com os maiores ideais do mundo numa qualquer associação de estudantes, e ganham gosto à actividade (e ainda bem que existem pessoas assim, afinal os sonhos difíceis de alcançar pertencem aos jovens!). Quando chegam à faculdade no entanto a coisa ganha outros contornos. Vejamos, da minha experiência em Coimbra posso afirmar que é impossível terminar o curso sem que sejamos aliciados a ingressar uma qualquer lista, um qualquer departamento ou um qualquer pelouro. No entanto, os jotinhas têm uns tentáculos enormes nesta dança, e começam a poluir a cabeça dos nossos jovens idealistas de uma forma disfarçada mas eficaz. O cacique em Coimbra tem hoje mais tradição do que a capa e batina, infelizmente.
No decorrer deste processo, a que alguns chamam de "carreira associativista", percebem que o panorama já está estruturado de determinada forma, que o caminho a percorrer passará certamente por um partido, e aqui vai começando a forma(ta)ção para os políticos de amanhã.

Voltemos à Quadratura. Reconheço virtudes a todos os intervenientes (talvez exceptuando o Zé Pedro, não pela inexistência delas certamente, mas por não ter tido o privilégio ainda de trocar qualquer palavra com ele) pelo que não tomem isto como uma crítica. Como comecei por dizer, lancem blogues, discussões, tertúlias, revistas ou que for necessário para chamar a consciencialização das pessoas beirãs, mas por favor esforcem-se por se manter externos a essa iliberalidade que é a política portuguesa. Falem e discutam de forma séria e inteligente.

A minha opinião pessoal a aspectos bem mais terrenos: uma festa de lançamento para um blog? Produções fotográficas para um blog? Quase parece o Sexo e a Cidade.

quinta-feira, 13 de março de 2014

100 dias, 100 eventos

Ora aparentemente a CMV faz uma programação cultural de realçar, com 100 eventos em 100 dias. Realce-se o concerto de Sérgio Godinho a 25 de Abril.

Quanto ao número, sim, é bem redondo, mas não é de números que vive a sagacidade cultural, mas sim de qualidade, pelo que se espera o anúncio da agenda.

A programação para o “7º Festival de Música da Primavera” e para o “Concurso Internacional de Guitarra de Viseu” pode já ser consultada, aqui.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Parque Aquático no Almargem

Pensei que esta maltinha já tinha percebido que há coisas melhores (e quiçá urgentes) em que gastar dinheiro, mas o meu optimismo é o que me mata.

Parque aquático no Almargem? A minha única pergunta é, para quê? A política do betão (e vá, um quanto plástico) continua viva, num Portugal miserável a satisfazer o olho e não a alma.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Ranking Municipal

O Jornal de Negócios lançou um ranking dos melhores municípios. O município de Viseu aparece em 14º, no entanto no Ranking para "Viver" aparece em 10º e não em 1º... e esta heim?
"O ranking foi elaborado através do cruzamento de diversos dados estatísticos, como desemprego, número de hospitais, salário médio, taxa de criminalidade ou dormidas turísticas por município, com 15 grupos de perguntas-chave, que agrupam “o que as pessoas procuram no mundo inteiro num município”, explica Filipe Roquette".


No entanto confesso que estes valores me parecem um pouco duvidosos... Viseu em 9º para Negócios?

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Portugal City Brand Ranking

Nem com Ctrl + F encontrei a Cidade Região.


From Jornal de Negócios

Ranking elaborado por consultora elege Lisboa como a cidade com a marca mais valiosa, líder das três categorias em análise: Investimento, Turismo e Talento. Nos 10 primeiros lugares só entram capitais de distrito e cidades das áreas metropolitanas.
A cidade de Lisboa lidera o ranking “City Brand”, que mede o valor das marcas dos 308 municípios portugueses. A capital lidera as três principais categorias analisadas pelo estudo, elaborado pela consultora “Bloom”. “Lisboa é a cidade que tem uma melhor marca, e uma melhor performance em três vertentes diferentes”, explicou ao Negócios o director-geral da consultora, Filipe Roquette. As grandes cidades estão nos lugares cimeiros e Porto e Braga fecham o pódio.

Os 10 primeiros lugares são ocupados por cidades das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto e por capitais de distrito. De acordo com o ranking da “Bloom Consulting”, Lisboa, Porto e Braga ocupam as três primeiras posições. Oeiras segue na quarta posição, muito perto da cidade dos arcebispos, enquanto Coimbra fecha o “top5 “. Nos lugares seguintes estão Aveiro, Leiria, Faro, Guimarães (não é capital de distrito mas está muito próxima do Porto) e Cascais.

O ranking foi elaborado através do cruzamento de diversos dados estatísticos, como desemprego, número de hospitais, salário médio, taxa de criminalidade ou dormidas turísticas por município, com 15 grupos de perguntas-chave, que agrupam “o que as pessoas procuram no mundo inteiro num município”. Posteriormente, esses dados são comparados com a “comunicação online de cada município: o que comunica e o número de pessoas a quem chega essa informação”, tendo por base o site da autarquia e a sua presença nas redes sociais.

Os resultados permitem perceber “se a marca é assertiva, se está bem posicionada, se consegue estimular as pessoas”. As três categorias em análise são Negócios (Investimento), Visitar (Turismo) e Viver (Talento). Lisboa está em primeiro lugar em todas elas.

“Lisboa é quem melhor responde às necessidades das pessoas, tem a melhor percepção de marca, quer em termos de marca turística como em termos de marca de investimento, e isso reflecte-se na própria economia: quanto melhor a marca mais vai captar para a cidade”, explicou Filipe Roquette.

Marcas do interior interessam menos às pessoas

Negócios procurou saber se, tendo em conta os critérios seleccionados, os municípios mais pequenos, e do interior, não são prejudicados face aos do litoral, em especial das áreas metropolitanas, que têm maior atractividade em termos de investimento e em termos turísticos. Roquette diz que não. “Temos o cuidado de pegar na informação obtida e dilui-la para evitar que isso aconteça”, garante. No número de empresas, “temos o número de empresas criadas por habitante”, prossegue.

“O que acontece sempre, e é normal, quando medimos marcas e não empresas, é que, obviamente, se pegarmos, a título de exemplo, em Freixo de Espada à Cinta, é um município que ninguém conhece, e que não tem percepções. Como não tem, as pessoas não o procuram”, argumenta. “Não quer dizer que as pessoas tenham percepções negativas; são inexistentes. O município terá de trabalhar a sua marca para criar notoriedade”, observa o director-geral da “Bloom”.

O município transmontano de Freixo de Espada à Cinta está no 307º e penúltimo lugar, apenas à frente de Monforte.

O objectivo do ranking é “despertar de atenção quanto à marca do município. A marca nem sempre é valorizada e é um enorme activo”, sublinha. A “Bloom Consulting” está a promover reuniões com os municípios para lhes apresentar os relatórios que explicam a sua posição no ranking. “O relatório vai permitir analisar o que as pessoas procuram, de onde procuram, quando procuram, e comparar com outras cidades”. “Isso permitirá decidir o que se tem para gastar de forma mais eficiente”, projecta.

E o que é que as câmaras devem fazer para aumentar o valor das suas marcas? Investir na vertente turística? “Aconselhamos que as câmaras tomem consciência do seu posicionamento exacto, quem os procura e em quê, e qual é o seu activo. Com base nessa informação real, devem fazer um melhor investimento” dos recursos para a sua promoção, defende Filipe Roquette.

 
Ranking
10 melhores:

1
Lisboa
2
Porto
3
Braga
4
Oeiras
5
Coimbra
6
Aveiro
7
Leiria
8
Faro
9
Guimarães
10
Cascais


10 piores:

299
Ribeira de Pena
300
Lajes das Flores
301
Cuba
302
Calheta (Açores)
303
Murça
304
Penalva do Castelo
305
Gavião
306
Ourique
307
Freixo de Espada à Cinta
308
Monforte

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Contramão


Já se passou mais um ano,
E nós ainda sem falar.
Estamos nisto há meia vida
E continuamos a tentar.

Meu amor, nós já não vamos lá chegar,
O melhor é nem se quer querer entender,
Também vês que só nos estamos a afundar,
A esperar o que não está para acontecer...

Todos os dias olhamos um para o outro enamorados,
E dizemos, porque queremos, que um dia vamos ser casados,
Mas meu amor, tu sabes depois quando vem a maldição,
Eu sei de cor, o que digo e o que tu vais dizer,
Nós andámos um para o outro com tal dedicação,
Que tu passaste e eu não te vi nem tu a mim quiseste ver.

Ahhh, Diana... Se o tempo chove em toda a gente e até quem ama
Se vê metido nesta puta maldição;
É que gostarmos um do outro só não chega,
Que temos ambos mau feitio ninguém nega,
Mas já se passou mais um ano e nós ainda em contramão.

Diana... Se o tempo chove em toda a gente e até quem ama
Se vê metido nesta puta maldição;
É que gostarmos um do outro só não chega,
Que temos ambos mau feitio ninguém o nega,
Mas já se passou mais um ano e nós ainda em contramão...
Bernardo Fachada