- "Desconfia..."
- "Obviamente! Corja desta merece lá respeito."
- "Toda a gente tem defeitos."
- "Mas alguns parecem insistir neles."
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Consenso Político
Recordo-me há uns anos de ouvir na rádio o Sr. Jerónimo de Sousa, por altura da campanha de que viria a resultar o 1º governo de Sócrates, em que este insistia que necessitava de maioria absoluta para governar. O Sr. Jerónimo de Sousa conseguiu descomplicar toda a política geralmente envolvente às disputas partidárias dizendo que o PS não necessitaria de maioria absoluta para governar, uma vez que se ele se apresentasse em Assembleia as propostas que prometia na sua campanha o PCP certamente apoiaria as propostas, umas vez que eram válidas.
O que aconteceu depois todos sabemos... promessas valem o que valem neste nosso cantinho.
Hoje, ao ler o Jornal do Centro reparo-me com uma situação semelhante, em que Hélder Amaral diz "Os programas das outras candidaturas são belíssimos. Porventura, muito ao estilo das páginas amarelas. Está lá tudo, mas, ainda assim, são como referi belíssimos programas. Assim, se temos todos programas que num ponto ou outro são coincidentes, resta-me dizer que o que falta é discutir a vontade e as pessoas que encarnam e que dão a cara por cada um destes projectos"
Ora com um sorriso amarelo constato que nem havia necessidade de eleições, se estamos todos de acordo "bora lá" trabalhar em equipa e fazer isto andar para a frente. Mas o sorriso é amarelo por alguma coisa... aparentemente todos acertaram nas promessas a fazer. Vamos ver se o eleito acerta também nas iniciativas a tomar!
O que aconteceu depois todos sabemos... promessas valem o que valem neste nosso cantinho.
Hoje, ao ler o Jornal do Centro reparo-me com uma situação semelhante, em que Hélder Amaral diz "Os programas das outras candidaturas são belíssimos. Porventura, muito ao estilo das páginas amarelas. Está lá tudo, mas, ainda assim, são como referi belíssimos programas. Assim, se temos todos programas que num ponto ou outro são coincidentes, resta-me dizer que o que falta é discutir a vontade e as pessoas que encarnam e que dão a cara por cada um destes projectos"
Ora com um sorriso amarelo constato que nem havia necessidade de eleições, se estamos todos de acordo "bora lá" trabalhar em equipa e fazer isto andar para a frente. Mas o sorriso é amarelo por alguma coisa... aparentemente todos acertaram nas promessas a fazer. Vamos ver se o eleito acerta também nas iniciativas a tomar!
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
A Paixão e a Rádio
Paixão acontece quando todas as músicas que ouvimos na rádio parecem ser sobre nós.
Decidi restringir-me à musica instrumental experimental romena.
Decidi restringir-me à musica instrumental experimental romena.
sexta-feira, 26 de julho de 2013
A inconsistência dos factos
A inconsistência dos factos é algo que me atrai. No fundo levamos toda a vida a tentar ganhar certezas ou a formar opiniões sobre os mais diversos assuntos numa tentativa de estruturar o mundo numa forma que seja compreensível aos nossos olhos, e no entanto quantas vezes nos deparamos com situações que totalmente reformatam toda a nossa percepção? Aqui jaz o meu encanto, porque embora possa ter toda a minha visão bem cimentada, nada me garante (sendo até certo) que já tenha visto tudo, resultando numa imprevisibilidade que vai contra à estruturação por que lutamos.
Assim podemos adoptar duas posturas: ou nos fechamos em portas, crendo e insistindo naquilo que já acreditamos, tentando explicar o novo com os conhecimentos do antigo, ou mantemos uma postura mais aberta ao novo, sempre pronto a confrontar o que já temos. De uma forma simplista o leitor pensará que a segunda é mais sensata, mas tem os seus contras. Repare, uma postura aberta significa que há pouca consolidação do que se conhece, e isso resulta em falta de interesse, pouco aprofundamento sobre algo, e poderá até impedir a descoberta do novo, pois tal como diz a ciência "uma resposta origina sempre 1000 novas perguntas".
Fica pois então claro que algo intermédio será o mais aconselhável (tal como em tudo na vida de resto), e aqui ergue-se uma nova barreira: Em que ponto do intermédio? Esta mesma incerteza é o que frequentemente origina diferenças de opinião, incutindo diversidade de pensamentos e argumentos, que por discussão multiplica ainda mais esta diversidade, num efeito exponencial. Mas vá, a diversidade possibilita a descoberta do novo, e o novo, podendo nem sempre ser bom, é proveitoso pelo potencial que encerra.
Isto claro é também fortemente influenciado pela sociedade, e chegamos a um ponto em que a sociedade influencia mais o indivíduo do que vice-versa, também por nos depararmos por essa "rigidez social". O Homem teve um desenvolvimento social bastante aprecíavel, considerando os últimos 1300 anos de história, e sempre houve grandes figuras capazes de dirigir esta linha em pontos decisivos. No entanto é curioso como outras culturas adoptaram caminhos semelhantes, mesmo que independentes entre si.
Porém hoje somos dotados do pensamento abstracto capaz de questionar até as fundações mais básicas. Este questionamento gera, mais uma vez variedade, etc. etc., e ainda assim não evolui do pensamento. Porque será tão difícil que este pensamento abstracto consiga conceder novos modelos sociais, que possam ser propostos e revistos, que possa despertar algo e efectivamente influenciar fortemente a sociedade?
Cimento meus amigos, cimento!
Assim podemos adoptar duas posturas: ou nos fechamos em portas, crendo e insistindo naquilo que já acreditamos, tentando explicar o novo com os conhecimentos do antigo, ou mantemos uma postura mais aberta ao novo, sempre pronto a confrontar o que já temos. De uma forma simplista o leitor pensará que a segunda é mais sensata, mas tem os seus contras. Repare, uma postura aberta significa que há pouca consolidação do que se conhece, e isso resulta em falta de interesse, pouco aprofundamento sobre algo, e poderá até impedir a descoberta do novo, pois tal como diz a ciência "uma resposta origina sempre 1000 novas perguntas".
Fica pois então claro que algo intermédio será o mais aconselhável (tal como em tudo na vida de resto), e aqui ergue-se uma nova barreira: Em que ponto do intermédio? Esta mesma incerteza é o que frequentemente origina diferenças de opinião, incutindo diversidade de pensamentos e argumentos, que por discussão multiplica ainda mais esta diversidade, num efeito exponencial. Mas vá, a diversidade possibilita a descoberta do novo, e o novo, podendo nem sempre ser bom, é proveitoso pelo potencial que encerra.
Isto claro é também fortemente influenciado pela sociedade, e chegamos a um ponto em que a sociedade influencia mais o indivíduo do que vice-versa, também por nos depararmos por essa "rigidez social". O Homem teve um desenvolvimento social bastante aprecíavel, considerando os últimos 1300 anos de história, e sempre houve grandes figuras capazes de dirigir esta linha em pontos decisivos. No entanto é curioso como outras culturas adoptaram caminhos semelhantes, mesmo que independentes entre si.
Porém hoje somos dotados do pensamento abstracto capaz de questionar até as fundações mais básicas. Este questionamento gera, mais uma vez variedade, etc. etc., e ainda assim não evolui do pensamento. Porque será tão difícil que este pensamento abstracto consiga conceder novos modelos sociais, que possam ser propostos e revistos, que possa despertar algo e efectivamente influenciar fortemente a sociedade?
Cimento meus amigos, cimento!
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Não arrastes o meu caixão
Não arrastes o meu caixão
Que o macadame tornou-se infame
E a traição dificulta a tração
É por isso que volto à poeira
Menos atroz o atrito à madeira
Nas tábuas do meu caixão
Os ornamentos tornaram-se lisos
Vaidade morta, só restam narcisos
Em coroa no meu caixão
Não arrastes o meu caixão
Que as carpideiras perderam maneiras
E o cortejo tornou-se motejo
Em epitáfios talhados por cegos
Entre sevícias entrego-me aos pregos
Das tábuas do meu caixão
Do meu sarcófago fazes saltérios
Como a uma lira dedilhas o lírios
Em coroa no meu caixão
O estranho esquife espiaras, esconso
Na valsa convulsa em volta do vulto
Que habita no meu caixão.
SU
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Vou ser
Vou ser o dia que te acorda
E a noite a adormecer-te
Vou ser o ar que tu respiras
P’ra poder tirar-to
É que quem se oferece assim não tem medo
De ser aquilo que sonhou em segredo
20 Fingers
Amanhã no Teatro às 21h30.
Plateia e camarotes: 10€; Frisas frontais: 7.50€; Frisas laterais: 5€ (com descontos aplicáveis).
Compre aqui o seu bilhete
Plateia e camarotes: 10€; Frisas frontais: 7.50€; Frisas laterais: 5€ (com descontos aplicáveis).
20 FINGERS | “DE MOZART A CHICO BUARQUE”
A interação, em tempo real, entre pianistas e video jammer faz deste espetáculo uma experiência sensorial completa a que ninguém ficará indiferente, plena de luz, cor e animação.
A dupla a quatro mãos dos pianistas João Vasco e Eduardo Jordão, estreada em 2007, junta-se agora ao VJ Moai numa versão multimédia do recital De Mozart a Chico Buarque, idealizada pelo encenador e coreógrafo Bruno Cochat.
Da sonata clássica ao ragtime, do tango ao chorinho, este é um espetáculo transversal, marcado pelo ritmo, pela dança e pelo humor.
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