segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Turismo Alternativo em Viseu

No geral, todas as cidades têm a mesma oferta. O que fazer a um sábado? Podemos ir passear para o centro comercial, tomar um cafézinho com os amigos, dar um passeio com a família, etc.

O que distingue Lisboa e Porto do resto é mesmo a oferta cultural. Sempre tive o sonho utópico de ver Viseu como um ponto relevante da cultura portuguesa, conhecida pelas suas palestras, espectáculos, exposições, por aí fora. Ainda que enaltecendo as boas iniciativas que se vão assistindo na cidade (vejam p.f. a excelente programação do Teatro Viriato para este trimestre), estamos ainda longe desse sonho. No entanto temos vindo também a testemunhar o nascer de um novo tipo de turismo em Viseu.

Estava eu pacatamente a utilizar um multibanco um destes sábados à noite, quando se aproximam de mim dois sujeitos de aspecto mais dúbio. Temendo pelos meus tostões fiquei alerta pelo seu aproximar, no entanto os seus intentos não eram criminosos: buscavam indicações para a famosa Quinta do Grilo!

Pois é minha gente, a verdade é que estamos a testemunhar o aparecimento de Turismo Sexual em Viseu! Afinal o nosso presidente, quando disse que não podia fazer nada, estava na verdade a ter uma visão estratégica para o fomentar da economia local! É pena que paralela.


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Vis(z?)eu antiga

O facebook ainda se recomenda! Vão à comunidade Viseu antiga, espreitem e deixem o vosso contributo. Carreguem na imagem.


Bom fim de semana!

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Quinto Império

Sou um rapaz novo. Nasci nos idos anos 80, e infelizmente não fui velho o suficiente para gozar dos loucos 80's, mas lá fui curtindo ao máximo os 90's. A minha geração é, na minha opinião (e embora todos digam o mesmo da sua) a última que ainda se aproveita, no entanto lá vai sendo preciso espremer o farrapo ao máximo para encontrar essa nata.

Ao olharmos para o cenário social e económico português damos conta de uma coisa: são todos uma cambada de gatunos aldrabões. OK, estamos todos de acordo. Mas agora arrisco a dizer que também nós o somos! Note-se quem nunca se gabou aos amigos o facto da empregada ter-se enganado no troco, conseguido fazer aquela viagem de metro sem pagar ou sacado um telemóvel novinho por uma avaria inexistente no antigo. Então vocês dizem "Gabriel, isso são coisinhas pequeninas que não resolvem o país".

Mas eu acho que resolvem. E não é pela sua soma ou raio que o valha. É pela atitude.

De facto o que mata este país é a sua raiz! Se temos uma mentalidade tão aberta em assuntos tão levianos, que nos dá a moral para condenar seja o que for feito em maior escala? Na indústria farmacêutica, antes de se fazer produção a alta escala começa-se por uma escala piloto, que se pretende replicar em escalas produtivas.

Pecamos em não termos mais fibra para educar os nossos jovens, crescendo eles com estes valores dignos do terceiro mundo. A moralidade e o espírito produzem engenho, e por aqui preferimos queimar neurónios em esquemas que nos beneficiem, ao invés de estudar estratégias para realmente construir um novo espaço social.

Falta cultura nesta cidade, neste país. Tornou-se óbvio que não podemos continuar com os "bons velhos costumes", porque só nos têm levado numa (má) direcção. Falta o Quinto Império, já tão cantado (mas pouco cansado!), que tarda em surgir. Se a sociedade portuguesa fosse fundamentada em valores sócio-culturais justos e fundamentados poderia haver esperança num futuro.

Ou seja, a pequenada tem de crescer com as ideias no lugar, do que realmente interessa, e rasgar de vez com a futilidade e corrupção com que são alimentados todos os dias. Se houvesse uma maior consciencialização juvenil olharia com agrado para o futuro, mas estes insistem-se em meter nos novos covis democráticos para aprenderem a música do bandido.

Falo de cultura. Falo de consciencialização. Falo do Quinto Império. Onde posso comprar o bilhete? A carreira já vem tarde...


Samara Lubelski

Amigos, amanhã a Samara Lubelski vai estar no Teatro!! Por apenas 2,50€.

Infelizmente não poderei ir porque me encontrarei retido fora de Portugal, pelo que não poderei pagar o café da praxe, mas deixem na conta.

Fica aqui um aperitivo.


domingo, 20 de janeiro de 2013

Futuro das Cidades

Viseu, palco de conferências estimulantes e pertinentes!

Para lá da péssima escolha para dia e data, parece-me uma iniciativa de louvar.

Eu não poderei ir, porque o trabalho não permite folgas a meio da semana, meio do dia, mas gostava. Quem tiver possibilidade, ficam aqui mais informações.