Sou um rapaz novo. Nasci nos idos anos 80, e infelizmente não fui velho o suficiente para gozar dos loucos 80's, mas lá fui curtindo ao máximo os 90's. A minha geração é, na minha opinião (e embora todos digam o mesmo da sua) a última que ainda se aproveita, no entanto lá vai sendo preciso espremer o farrapo ao máximo para encontrar essa nata.
Ao olharmos para o cenário social e económico português damos conta de uma coisa: são todos uma cambada de gatunos aldrabões. OK, estamos todos de acordo. Mas agora arrisco a dizer que também nós o somos! Note-se quem nunca se gabou aos amigos o facto da empregada ter-se enganado no troco, conseguido fazer aquela viagem de metro sem pagar ou sacado um telemóvel novinho por uma avaria inexistente no antigo. Então vocês dizem "Gabriel, isso são coisinhas pequeninas que não resolvem o país".
Mas eu acho que resolvem. E não é pela sua soma ou raio que o valha. É pela atitude.
De facto o que mata este país é a sua raiz! Se temos uma mentalidade tão aberta em assuntos tão levianos, que nos dá a moral para condenar seja o que for feito em maior escala? Na indústria farmacêutica, antes de se fazer produção a alta escala começa-se por uma escala piloto, que se pretende replicar em escalas produtivas.
Pecamos em não termos mais fibra para educar os nossos jovens, crescendo eles com estes valores dignos do terceiro mundo. A moralidade e o espírito produzem engenho, e por aqui preferimos queimar neurónios em esquemas que nos beneficiem, ao invés de estudar estratégias para realmente construir um novo espaço social.
Falta cultura nesta cidade, neste país. Tornou-se óbvio que não podemos continuar com os "bons velhos costumes", porque só nos têm levado numa (má) direcção. Falta o Quinto Império, já tão cantado (mas pouco cansado!), que tarda em surgir. Se a sociedade portuguesa fosse fundamentada em valores sócio-culturais justos e fundamentados poderia haver esperança num futuro.
Ou seja, a pequenada tem de crescer com as ideias no lugar, do que realmente interessa, e rasgar de vez com a futilidade e corrupção com que são alimentados todos os dias. Se houvesse uma maior consciencialização juvenil olharia com agrado para o futuro, mas estes insistem-se em meter nos novos covis democráticos para aprenderem a música do bandido.
Falo de cultura. Falo de consciencialização. Falo do Quinto Império. Onde posso comprar o bilhete? A carreira já vem tarde...
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Samara Lubelski
Amigos, amanhã a Samara Lubelski vai estar no Teatro!! Por apenas 2,50€.
Infelizmente não poderei ir porque me encontrarei retido fora de Portugal, pelo que não poderei pagar o café da praxe, mas deixem na conta.
Fica aqui um aperitivo.
Infelizmente não poderei ir porque me encontrarei retido fora de Portugal, pelo que não poderei pagar o café da praxe, mas deixem na conta.
Fica aqui um aperitivo.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
domingo, 20 de janeiro de 2013
Futuro das Cidades
Viseu, palco de conferências estimulantes e pertinentes!
Para lá da péssima escolha para dia e data, parece-me uma iniciativa de louvar.
Eu não poderei ir, porque o trabalho não permite folgas a meio da semana, meio do dia, mas gostava. Quem tiver possibilidade, ficam aqui mais informações.
Para lá da péssima escolha para dia e data, parece-me uma iniciativa de louvar.
Eu não poderei ir, porque o trabalho não permite folgas a meio da semana, meio do dia, mas gostava. Quem tiver possibilidade, ficam aqui mais informações.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
The Mask
Toda a gente adora máscaras. A máscara do "Incrivelmente Satisfeito" ao receber aquela peúga branca das raquetes no natal, a máscara de "Entendido" na hora de concordar com a crítica avassaladora ao governo, a máscara do "Apaixonado" na hora de declarar o seu amor ou ver o Benfica, a máscara do "Rico" quando em terra de falsos ricos, máscara de "Pobre(zinho)" em terra de ricos (ou em tribunal!), etc.
Ou seja, a sociedade lá nos obriga a que vamos mudando de máscara com o decorrer das situações e tempos, faltando talvez a verdadeira natureza de nós como indivíduo, ou pode o leitor argumentar que o verdadeiro "eu" nascerá da soma de todas essas máscaras. Isto claro implica percebermos se todas as nossas construções mentais resultarão do reflexo da nossa verdadeira natureza, ou antes do impacto que a natureza terá sobre nós (ou ambos?). Esquecendo Piaget, importa contextualizarmos o porquê de adoptarmos máscaras nas mais diferentes situações, ou da incompreensão que surgiria se envergássemos sempre a mesma máscara.
A minha máscara é de um anjo (Gabriel) e de um anti-herói aliado à igreja (Claude Frollo). Pareceu-me importante adoptar esta dualidade de posições contudo ligadas por algo comum à maioria. De facto, a sociedade une-nos a todos, e ainda assim podemos ser os maiores canalhas com aqueles que não precisamos/odiamos e o melhor amigo do que usa máscaras de bigode. Podemos ser anjo Gabriel, e mau da fita, tal como o caro leitor. Um perfeito ser imperfeito, e ainda assim tão natural.
Esta máscara, a somar a tantas outras que vou guardando na algibeira requer-se por mesquinhice de evitar problemas (ou talvez pela falta de paciência para eles). Mas mais importante, pela liberdade gratificante que dá, porque se a escrever no blog apenas tenho de usar a máscara do Gabriel, posso esquecer todas as outras que lá vão pesando na dita algibeira. E mais, a aura de mistério atrai atenção. O ser humano é assim, já dizia o Variações "Porque eu só quero quem não conheci, quem eu nunca vi, quem não conheci, quem eu nunca vi".
Um bom 2013 aqui do farmacêutico de serviço.
Ou seja, a sociedade lá nos obriga a que vamos mudando de máscara com o decorrer das situações e tempos, faltando talvez a verdadeira natureza de nós como indivíduo, ou pode o leitor argumentar que o verdadeiro "eu" nascerá da soma de todas essas máscaras. Isto claro implica percebermos se todas as nossas construções mentais resultarão do reflexo da nossa verdadeira natureza, ou antes do impacto que a natureza terá sobre nós (ou ambos?). Esquecendo Piaget, importa contextualizarmos o porquê de adoptarmos máscaras nas mais diferentes situações, ou da incompreensão que surgiria se envergássemos sempre a mesma máscara.
A minha máscara é de um anjo (Gabriel) e de um anti-herói aliado à igreja (Claude Frollo). Pareceu-me importante adoptar esta dualidade de posições contudo ligadas por algo comum à maioria. De facto, a sociedade une-nos a todos, e ainda assim podemos ser os maiores canalhas com aqueles que não precisamos/odiamos e o melhor amigo do que usa máscaras de bigode. Podemos ser anjo Gabriel, e mau da fita, tal como o caro leitor. Um perfeito ser imperfeito, e ainda assim tão natural.
Esta máscara, a somar a tantas outras que vou guardando na algibeira requer-se por mesquinhice de evitar problemas (ou talvez pela falta de paciência para eles). Mas mais importante, pela liberdade gratificante que dá, porque se a escrever no blog apenas tenho de usar a máscara do Gabriel, posso esquecer todas as outras que lá vão pesando na dita algibeira. E mais, a aura de mistério atrai atenção. O ser humano é assim, já dizia o Variações "Porque eu só quero quem não conheci, quem eu nunca vi, quem não conheci, quem eu nunca vi".
Um bom 2013 aqui do farmacêutico de serviço.
sábado, 29 de dezembro de 2012
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Centro Municipal da Juventude
Hoje tive a oportunidade de experimentar o novo "Centro Municipal da Juventude" em Viseu. Em local privilegiado (pela sua vista), no local onde costumava encontrar-se o café "Alta Vista", ao cimo da Cascata que liga a Cândido Reis à Alberto Sampaio (Escadinhas de Sto. Agostinho), ergue-se este novo serviço à juventude de Viseu.
Ora eu sempre fui rapaz de não estudar por casa, pois a FOX tem um efeito magnético imensurável sobre mim, ainda mais em alturas de estudo em que até o Goucha revela algum encanto. Então sempre fui frequentador de bibliotecas. Quando era um petiz estudante em Coimbra refugiava-me nas mais diversas bibliotecas de faculdades, e por Viseu ia para a Biblioteca Municipal D. Miguel da Silva. A Biblioteca é muita gira, muito moderna, xpto ao quadrado, mas o arquitecto não mediu aquilo lá muito bem. Note-se, o átrio de entrada é gigantesco, com tectos altos (sim, impressiona a ingleses e tudo!), já lugares sentados para estudar... pois há poucos! Não ocorreu ao Sr. que talvez um hall mais pequeno e mais espaço útil seria prático; resultado: desde que a biblioteca se mudou para lá que a procura de lugares para estudar se assemelha um pouco à corrida ao ouro no Yukon, com verdadeiros atropelamentos e mordidelas.
Assim, a CMV lá pensou que tinha de arranjar mais lugares. E abriram a Sala de Estudo do Fontelo (não é este o nome, mas também não o sei ao certo). É um espaço muito agradável, todo envidraçado, com a beleza do Fontelo à volta. E melhor, está aberto até tarde (23h), o que permite a pessoas sem ligação caseira à internet a utilizarem-na neste espaço. Na continuação deste empreendimento, ergue-se agora este Centro Municipal da Juventude. Desconheço se veio substituir o antigo situado na Rua dos Andrades (a minha memória não me permite garantir se é este o nome da rua, mas julgo que sim). E está muito bonito também, com muitos lugares para os computadores, uma sala jeitosinha para estudo e tudo mais. Não está aberto até tão tarde como a sala do Fontelo (este está aberto até às 21h), mas já é um bom serviço, ainda mais tão perto do centro da cidade.
E já todo lampeiro, lá fui eu, fiz ficha de inscrição, abri o meu computador para começar a escrever e reparo que não há ligação wireless à internet...
A sério? Se precisar de internet para estudar, como é o meu caso, preciso de ir para um dos computadores onde não está o meu trabalho? Lá me explicaram que podia também pedir um cabo de rede e ligar-me à rede local... mas para isso tenho de ficar virado para a parede que nem malandro de castigo.
Remediou, mas o wireless já faz parte daquelas coisas básicas com que toda a gente conta. Fica o apelo que que gastem 30€ na compra de um router para o estaminé.
De resto, está jeitoso!
Ora eu sempre fui rapaz de não estudar por casa, pois a FOX tem um efeito magnético imensurável sobre mim, ainda mais em alturas de estudo em que até o Goucha revela algum encanto. Então sempre fui frequentador de bibliotecas. Quando era um petiz estudante em Coimbra refugiava-me nas mais diversas bibliotecas de faculdades, e por Viseu ia para a Biblioteca Municipal D. Miguel da Silva. A Biblioteca é muita gira, muito moderna, xpto ao quadrado, mas o arquitecto não mediu aquilo lá muito bem. Note-se, o átrio de entrada é gigantesco, com tectos altos (sim, impressiona a ingleses e tudo!), já lugares sentados para estudar... pois há poucos! Não ocorreu ao Sr. que talvez um hall mais pequeno e mais espaço útil seria prático; resultado: desde que a biblioteca se mudou para lá que a procura de lugares para estudar se assemelha um pouco à corrida ao ouro no Yukon, com verdadeiros atropelamentos e mordidelas.
Assim, a CMV lá pensou que tinha de arranjar mais lugares. E abriram a Sala de Estudo do Fontelo (não é este o nome, mas também não o sei ao certo). É um espaço muito agradável, todo envidraçado, com a beleza do Fontelo à volta. E melhor, está aberto até tarde (23h), o que permite a pessoas sem ligação caseira à internet a utilizarem-na neste espaço. Na continuação deste empreendimento, ergue-se agora este Centro Municipal da Juventude. Desconheço se veio substituir o antigo situado na Rua dos Andrades (a minha memória não me permite garantir se é este o nome da rua, mas julgo que sim). E está muito bonito também, com muitos lugares para os computadores, uma sala jeitosinha para estudo e tudo mais. Não está aberto até tão tarde como a sala do Fontelo (este está aberto até às 21h), mas já é um bom serviço, ainda mais tão perto do centro da cidade.
E já todo lampeiro, lá fui eu, fiz ficha de inscrição, abri o meu computador para começar a escrever e reparo que não há ligação wireless à internet...
A sério? Se precisar de internet para estudar, como é o meu caso, preciso de ir para um dos computadores onde não está o meu trabalho? Lá me explicaram que podia também pedir um cabo de rede e ligar-me à rede local... mas para isso tenho de ficar virado para a parede que nem malandro de castigo.
Remediou, mas o wireless já faz parte daquelas coisas básicas com que toda a gente conta. Fica o apelo que que gastem 30€ na compra de um router para o estaminé.
De resto, está jeitoso!
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