domingo, 20 de janeiro de 2013

Futuro das Cidades

Viseu, palco de conferências estimulantes e pertinentes!

Para lá da péssima escolha para dia e data, parece-me uma iniciativa de louvar.

Eu não poderei ir, porque o trabalho não permite folgas a meio da semana, meio do dia, mas gostava. Quem tiver possibilidade, ficam aqui mais informações.


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

The Mask

Toda a gente adora máscaras. A máscara do "Incrivelmente Satisfeito" ao receber aquela peúga branca das raquetes no natal, a máscara de "Entendido" na hora de concordar com a crítica avassaladora ao governo, a máscara do "Apaixonado" na hora de declarar o seu amor ou ver o Benfica, a máscara do "Rico" quando em terra de falsos ricos, máscara de "Pobre(zinho)" em terra de ricos (ou em tribunal!), etc.

Ou seja, a sociedade lá nos obriga a que vamos mudando de máscara com o decorrer das situações e tempos, faltando talvez a verdadeira natureza de nós como indivíduo, ou pode o leitor argumentar que o verdadeiro "eu" nascerá da soma de todas essas máscaras. Isto claro implica percebermos se todas as nossas construções mentais resultarão do reflexo da nossa verdadeira natureza, ou antes do impacto que a natureza terá sobre nós (ou ambos?). Esquecendo Piaget, importa contextualizarmos o porquê de adoptarmos máscaras nas mais diferentes situações, ou da incompreensão que surgiria se envergássemos sempre a mesma máscara.

A minha máscara é de um anjo (Gabriel) e de um anti-herói aliado à igreja (Claude Frollo). Pareceu-me importante adoptar esta dualidade de posições contudo ligadas por algo comum à maioria. De facto, a sociedade une-nos a todos, e ainda assim podemos ser os maiores canalhas com aqueles que não precisamos/odiamos e o melhor amigo do que usa máscaras de bigode. Podemos ser anjo Gabriel, e mau da fita, tal como o caro leitor. Um perfeito ser imperfeito, e ainda assim tão natural.

Esta máscara, a somar a tantas outras que vou guardando na algibeira requer-se por mesquinhice de evitar problemas (ou talvez pela falta de paciência para eles). Mas mais importante, pela liberdade gratificante que dá, porque se a escrever no blog apenas tenho de usar a máscara do Gabriel, posso esquecer todas as outras que lá vão pesando na dita algibeira. E mais, a aura de mistério atrai atenção. O ser humano é assim, já dizia o Variações "Porque eu só quero quem não conheci, quem eu nunca vi, quem não conheci, quem eu nunca vi".

Um bom 2013 aqui do farmacêutico de serviço.


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Centro Municipal da Juventude

Hoje tive a oportunidade de experimentar o novo "Centro Municipal da Juventude" em Viseu. Em local privilegiado (pela sua vista), no local onde costumava encontrar-se o café "Alta Vista", ao cimo da Cascata que liga a Cândido Reis à Alberto Sampaio (Escadinhas de Sto. Agostinho), ergue-se este novo serviço à juventude de Viseu.

Ora eu sempre fui rapaz de não estudar por casa, pois a FOX tem um efeito magnético imensurável sobre mim, ainda mais em alturas de estudo em que até o Goucha revela algum encanto. Então sempre fui frequentador de bibliotecas. Quando era um petiz estudante em Coimbra refugiava-me nas mais diversas bibliotecas de faculdades, e por Viseu ia para a Biblioteca Municipal D. Miguel da Silva. A Biblioteca é muita gira, muito moderna, xpto ao quadrado, mas o arquitecto não mediu aquilo lá muito bem. Note-se, o átrio de entrada é gigantesco, com tectos altos (sim, impressiona a ingleses e tudo!), já lugares sentados para estudar... pois há poucos! Não ocorreu ao Sr. que talvez um hall mais pequeno e mais espaço útil seria prático; resultado: desde que a biblioteca se mudou para lá que a procura de lugares para estudar se assemelha um pouco à corrida ao ouro no Yukon, com verdadeiros atropelamentos e mordidelas.

Assim, a CMV lá pensou que tinha de arranjar mais lugares. E abriram a Sala de Estudo do Fontelo (não é este o nome, mas também não o sei ao certo). É um espaço muito agradável, todo envidraçado, com a beleza do Fontelo à volta. E melhor, está aberto até tarde (23h), o que permite a pessoas sem ligação caseira à internet a utilizarem-na neste espaço. Na continuação deste empreendimento, ergue-se agora este Centro Municipal da Juventude. Desconheço se veio substituir o antigo situado na Rua dos Andrades (a minha memória não me permite garantir se é este o nome da rua, mas julgo que sim). E está muito bonito também, com muitos lugares para os computadores, uma sala jeitosinha para estudo e tudo mais. Não está aberto até tão tarde como a sala do Fontelo (este está aberto até às 21h), mas já é um bom serviço, ainda mais tão perto do centro da cidade.

E já todo lampeiro, lá fui eu, fiz ficha de inscrição, abri o meu computador para começar a escrever e reparo que não há ligação wireless à internet...

A sério? Se precisar de internet para estudar, como é o meu caso, preciso de ir para um dos computadores onde não está o meu trabalho? Lá me explicaram que podia também pedir um cabo de rede e ligar-me à rede local... mas para isso tenho de ficar virado para a parede que nem malandro de castigo.

Remediou, mas o wireless já faz parte daquelas coisas básicas com que toda a gente conta. Fica o apelo que que gastem 30€ na compra de um router para o estaminé.

De resto, está jeitoso!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

The Telephone



When I was just as far as I could walk
From here today,
There was an hour
All still
When leaning with my head against a flower
I heard you talk.
Don't say I didn't, for I heard you say
You spoke from that flower on the windowsill
Do you remember what it was you said?


First tell me what it was you thought you heard.


Having found the flower and driven a bee away,
I leaned my head,
And holding by the stalk,
I listened and I thought I caught the word
What was it? Did you call me by my name?
Or did you say
Someone said 'Come' - I heard it as I bowed.


I may have thought as much, but not aloud.


Well, so I came.

Robert Lee Frost